Sobre as coisas que eu não falo



Este espaço é livre, tendo como próposito discutir ideias a respeito de qualquer assunto. Não é um diário e nem um blog para ser levado tão a sério, é para divertir e levar a reflexão. Nem sempre as histórias ou relatos são autobiográficos. São apenas escritos desta anônima que gosta de inventar.


sábado, 31 de julho de 2010

Você tem medo de que?

Medo de sapos
Medo de Ônibus Lotado
Medo de Escorpião
Medo da violência

Também Eu Tenho Medo de Injeção
medo de hospital
medo de acidente de Carro
medo de Relógio estragado .

Medo da Balança
Antiga da fotografia
do Salto Quebrado
e de unha Lascada .

Medo do AQUECIMENTO global
de terremoto no Brasil
Geada no Nordeste
Deserto na Amazônia

Medo de gente Hipócrita
torta Política
Verdades Absolutas
filosofia da FIM

E fazer com a VEM medo Que o vento, sussurrando ... Companheiro UM último.

E então, Quais são seus medos ?


terça-feira, 27 de julho de 2010

Do luto à ressurreição

             Num instante distraído, num movimento simples, abrupto, de repente; sem nem mesmo desconfiar de alguma conspiração do universo, as circunstâncias rotineiras modificam-se. Como um impactante acidente em que o corpo sai do lugar e assusta-se, as mudanças nos abalam e nos desconstroem . Uma separação amorosa, a notícia de uma doença séria, a perda de um ente querido trazem grandes reflexões sobre nossa existência e nosso estado de humanidade.
           Devido a vida agitada atual, esquecemos de que não somos super heróis capazes de enfrentar qualquer situação, seja ela de ordem racional ou emocional. Na anatomia humana não existe um botão 'DELETE' que apague nossas dores, recordações ou sonhos que se quebraram.  O que acontece é que quando somos pegos de surpresa por uma mudança ou sofremos uma perda repudiamos o luto, principalmente o público, e o que tentamos fazer, da melhor forma possível, é estarmos "prontos", inteiros, sem sinais vísiveis de tristeza. Então vamos direcionar a maior parte de nossas energias no trabalho, corremos para um curso interessante, entramos em uma academia, tomamos um floral ou, de vez em quando, um inocente anti-depressivo. Colocamos toda nossa angústia e frustração dentro de uma grande "caixa preta", secretamente.
           Por causa das atuais e medicinais "fórmulas mágicas" para o alcance da felicidade, passamos a acreditar que não devemos dar espaço para nehuma forma de melancolia ou nostalgia. Resultado: lotamos a caixa preta com nossas mais densas e obscuras emoções até que um dia nos sentimos cansados de carregarmos, sozinhos, fardos tão pesados.
         Mas, em algum momento misterioso, descobrimos que diante da mudança existe a passagem para a transformação em direção a um caminho novo. Para seguirmos em frente é preciso nos esvaziarmos, libertar nossas emoções e entregar-se ao próprio eu e deixar-se sentir o que se está sentindo, seja uma imensa dor, seja uma vontade absurdar de gritar até se emudecer.
         Penso que não há saídas objetivas para os acontecimentos inesperados e aflitivos que nos perseguem durante a vida. O melhor a fazer é respeitar o próprio tempo de cura , olhando para os novos caminhos que vão surgindo como uma forma de ressurreição.

sábado, 24 de julho de 2010

O direito de não saber

              Vivemos na era da informação em que é de suma relevância estar atualizado sobre os acontecimentos mundiais e discuti-los , seja com a família , no trabalho ou na internet.Não há como negar que o acúmulo e a propagação de notícias e informação só forma possíveis devido ao avanço tecnológico na área da comunicação.
              Descobrimos fatos ocorridos praticamente em tempo real, algumas vezes, sem nem mesmo os tendo procurado. Algumas notícias não nos importunam, umas despertam curiosidades, outras nos ofendem, ferem nosso estado de humanidade.
              Os meios de comunicação atuais obrigam-nos a saber o insucesso de um político "famoso", o desaparecimento de uma jovem, o último assassinato mais chocante e horripilante. Temos a necessidade e o direito de realmente conhecermos,e tão profundamente, tantas barbáriese crimes hediondos? Até certo ponto a informação presta seu serviço com perspicácia, mas há também em alguns jornais, progamas de televisão e sites, o mau uso da comunicação diante da perda, da tristeza e da esperança do outro.A dor é transformada em dinheiro e mercado.
            Não permito assistir ou ler sobre uma tragédia ou um crime mais de duas vezes. Tenho direito de ainda acreditar numa maioria que ainda conhece e age com valores e respeito ao próximo. A injustiça social e crimes animalescos não podem ser explorados de tantas e tantas maneiras a ponto de não mais sensibilizar seu "interlocutor", que de tanto ser atingindo por um universo de informação " grosseira", pode passar a achar comum e banal tantas notícias ruins acerca dos homens.
           Infelizmente, à notícia sensacionalista só importa a desgraça, a estupidez, um fracasso humano. Diante dessas coisas, prefiro sonhar.

sábado, 17 de julho de 2010

Tempo...tempo..tempo

              Muitas saudades daqui.  Meu Deus, como o tempo tem me atropelado e me tornado refém dele! Tantas ideias mas está difícil ter um tempinho confortável para parar aqui, derramar minhas angústias e compartilha-lás com gente que também gosta de se "multiplicar" .
           
             Há algumas semanas, eu tinha escrito dois textos, mas infelizmente,  graças à minha "super organização", minha mãe jogou fora o rascunho. A culpa não é dela, eu tenho de ser mais organizada mesmo. Enfim, até agosto juro que vou postar algo relevante. Tarefa das férias!


Não só o blog ficou de lado, mas outros "departamentos" da vida também. Quando começamos a tornar sólidos nossos sonhos, certas partes de nós vão se desprendendo, outras se esfarelando, e algumas, poucas, bem poucas,não saem nunca mais.

E eu vou sendo, vou existindo, vou me criando, porque enquanto a vida vai acontendo, as horas vão se indo...