Sobre as coisas que eu não falo



Este espaço é livre, tendo como próposito discutir ideias a respeito de qualquer assunto. Não é um diário e nem um blog para ser levado tão a sério, é para divertir e levar a reflexão. Nem sempre as histórias ou relatos são autobiográficos. São apenas escritos desta anônima que gosta de inventar.


domingo, 27 de fevereiro de 2011

Morre escritor Moacyr Scliar

       Morreu neste domingo (27) o escritor e colunista da Folha Moacyr Sclyar, 73. A morte ocorreu à 1h. Segundo o Hospital das Clínicas de Porto Alegre, onde ele estava internado, Scliar teve falência múltipla dos órgãos. O escritor sofreu um AVC (acidente vascular cerebral) isquêmico no dia 17 de janeiro. Ele já estava internado para a retirada de pólipos (tumores benignos) no intestino.
     Membro da ABL, Academia Brasileira de Letras, Scliar tinha mais de setenta obras publicadas, como A mulher que escreveu a Bíblia, Manual da paixão solitária e A majestade do Xingu.

fonte: http://www.folha.com.br/

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Dramas de uma (quase) adulta...

filme Grande menina, pequena mulher
  
Esse ano faço 23 anos. Pesou. 23 anos caiu na minha cabeça como uma pedra de granizo durante uma tempestade de verão.Parece patética essa minha sensação de que estou com algumas rugas, mais gorda e com uma dificuldade absurda em emagracer, cansada e, numa ansiedade incontrolável diante do novo. E amanhã? Como vai ser? O que vai acontecer? O que vai mudar? O que eu vou fazer para mudar? Como eu vou fazer? Será que estou no caminho certo? Será que se não der certo vou saber como recomeçar? Uma infinitude de perguntas semelhantes àquela fase da infância em que temos milhões de por quês e nenhuma resposta satisfatória.

 Existem inúmeras receitas e manuais de como sobreviver a vida adulta e o que fazer para ser um "adulto" de verdade,entretanto essas receitinhas não ajudam em nada até você se deparar com  os acontecimentos reais. Só aprendemos a controlar nossos gastos quando percebemos que estamos comprando mais do que nosso salário permite, só aprendemos a cuidar de nossa alimentação e saúde quando passamos uma tarde inteira passando mal depois de horas sem comer e depois devorar três pedaços de pizza, chocolate e coca-cola, só aprendemos a caminhar sozinhos depois de tentar se apoiar nos sonhos dos outros e descobrir, desastrosamente, que aqueles sonhos não são o bastante para nossa felicidade. São os sonhos de outras pessoas.

Talvez eu esteja exagerando com essa minha mania ( desde os 10 anos) de querer registrar tudo, cada vitória e fracasso, planejar passo a passo meus objetivos, mas o que tem me pegado desprevinida é essa loucura de pensar e fazer trilhões de coisas ao mesmo tempo, de querer construir minha vida com estruturas de aço e começar a sair do ninho. Sim, sair do ninho. Mas faltam asas? Maturidade? Coragem? Segurança?

Era mais fácil quando eu brincava de boneca e imaginava uma casa rosa, um guarda-roupa gigante com roupas caras, um apartamento cheio de amigas e muita festa, um garoto bonitinho implorando para eu amá-lo um pouquinho, ... era mais fácil quando o que eu precisava era só ter imaginação e pronto: eis a minha vida de garotinha!

E agora, como é  ser mulher?