Quando você voltar
De viagem desse outro mundo
Eu vou estar, no mesmo segundo
Partindo para algum lugar
Lugares desconhecidos
Não há como me encontrar
Não vou pro mar
Nem pro infinito
Eu vou...
Eu vou...
Escondo o meu tesouro de marfim
As pérolas que você roubou, perdi
O dourado da aliança era ruim
E eu perdi.
Não vou deixar migalhas de pão no caminho
E parece não fazer o menor sentido
Mas essa é a nossa vida
Os perdidos têm nome
Você tinha razão
Quando percebeu que era difícil me alcançar
Você não teve escolha
Representar já não tinha mais graça
Era hora dos aplausos e da cortina vermelha se fechar
E quem eu era ali?
E quem eu era?
E pra onde foi você?
Quem você era?
Nossos papéis, nossos avatares
Nossas máscaras
Nossas promessas...
Perdidas
Perdidos
Sobre as coisas que eu não falo
Este espaço é livre, tendo como próposito discutir ideias a respeito de qualquer assunto. Não é um diário e nem um blog para ser levado tão a sério, é para divertir e levar a reflexão. Nem sempre as histórias ou relatos são autobiográficos. São apenas escritos desta anônima que gosta de inventar.
sábado, 23 de abril de 2011
domingo, 3 de abril de 2011
Eu e minha ansiedade
Fui uma criança ansiosa: roía as unhas, mexia no cabelo, comia chocolates, tudo para amenizar essa inquietação que eu nem sabia o que era. Fui uma adolescente ansiosa: roía as unhas, mexia no cabelo, comia chocolates. E continuo uma pós-adolescente ansiosa.
Não fico mais roendo os cantinhos das minhas unhas, mas continuo louca por doces e novos vícios: internet, estudar e trabalhar.Twittar minhas alegrias e frustrações, conversar no facebook, descobrir outros mundos no blogspot. Comunicar,estudar e trabalhar viraram remédio para minha ansiedade. Resultado 1: estou sempre lutando contra o ócio. Logo eu que sempre gostei de tirar um cochilo depois do almoço nos finais de semana, eu que sentia prazer em assistir um filme comendo brigadeiro na panela, eu que sempre curti ficar em silêncio de olhos abertos no escuro antes de dormir, um hábito que era quase um mantra para relaxar e sonhar.
Agora não consigo ficar sem fazer nada. É como se o nada ocupasse um espaço ou um tempo precioso demais para ser perdido, e isso significa também que não tenho permitido minha mente ficar no offline. Estou a todo vapor! Resultado 2: minha imunidade está lá embaixo. Culpa desse mundo pós-moderno, em que temos vários perfis e estamos em dezenas de lugares exercendo muitos papéis ao mesmo tempo? Ou será que nos desdobramos em diversas personas para preencher o vazio que essa pós modernidade nos deixou?
Como todo mundo tem orgulho de dizer que está sempre muitíssimo ocupado, não tem sobrado muito tempo para o (s) outro (s): o outro 1- o nosso eu (estamos sem tempo para refletir sobre nós mesmos) e o outro2 - a família, os amigos, o vizinho. A desculpa: " mas nós conversamos pela internet...". Nem se compara uma conversa pela internet ou telefone,com o contato pessoal: olho no olho, o toque, a troca de palavras e risadas, as interrupções durante a conversa, a velha e simples conversa de amigo mais um cafezinho. Ter tempo para amar...
Embora nunca tenha vivido numa época e num lugar onde as pessoas sentam nas cadeiras de suas varandas à tardinha, e bordam, e pintam,e conversam, e visitam seus amigos em suas casas, sinto que estamos cada vez mais distantes e insensíveis ao sentimento alheio.
E é na loucura do dia-a-dia e das redes sociais que vamos nos afundando de obrigações e atividades, compulsivamente, deixando sempre para depois o contato próximo e profundo com o nosso eu e com o outro.Resultado 3: Solidão.
Agora, depois de ter finalmente acabado esse texto, acho que vou fazer um lanchinho e outras coisas que ficaram pendentes para terminar esse final de semana. É impossível parar.
Não fico mais roendo os cantinhos das minhas unhas, mas continuo louca por doces e novos vícios: internet, estudar e trabalhar.Twittar minhas alegrias e frustrações, conversar no facebook, descobrir outros mundos no blogspot. Comunicar,estudar e trabalhar viraram remédio para minha ansiedade. Resultado 1: estou sempre lutando contra o ócio. Logo eu que sempre gostei de tirar um cochilo depois do almoço nos finais de semana, eu que sentia prazer em assistir um filme comendo brigadeiro na panela, eu que sempre curti ficar em silêncio de olhos abertos no escuro antes de dormir, um hábito que era quase um mantra para relaxar e sonhar.
Agora não consigo ficar sem fazer nada. É como se o nada ocupasse um espaço ou um tempo precioso demais para ser perdido, e isso significa também que não tenho permitido minha mente ficar no offline. Estou a todo vapor! Resultado 2: minha imunidade está lá embaixo. Culpa desse mundo pós-moderno, em que temos vários perfis e estamos em dezenas de lugares exercendo muitos papéis ao mesmo tempo? Ou será que nos desdobramos em diversas personas para preencher o vazio que essa pós modernidade nos deixou?
Como todo mundo tem orgulho de dizer que está sempre muitíssimo ocupado, não tem sobrado muito tempo para o (s) outro (s): o outro 1- o nosso eu (estamos sem tempo para refletir sobre nós mesmos) e o outro2 - a família, os amigos, o vizinho. A desculpa: " mas nós conversamos pela internet...". Nem se compara uma conversa pela internet ou telefone,com o contato pessoal: olho no olho, o toque, a troca de palavras e risadas, as interrupções durante a conversa, a velha e simples conversa de amigo mais um cafezinho. Ter tempo para amar...
Embora nunca tenha vivido numa época e num lugar onde as pessoas sentam nas cadeiras de suas varandas à tardinha, e bordam, e pintam,e conversam, e visitam seus amigos em suas casas, sinto que estamos cada vez mais distantes e insensíveis ao sentimento alheio.
E é na loucura do dia-a-dia e das redes sociais que vamos nos afundando de obrigações e atividades, compulsivamente, deixando sempre para depois o contato próximo e profundo com o nosso eu e com o outro.Resultado 3: Solidão.
Agora, depois de ter finalmente acabado esse texto, acho que vou fazer um lanchinho e outras coisas que ficaram pendentes para terminar esse final de semana. É impossível parar.
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