Sobre as coisas que eu não falo
Este espaço é livre, tendo como próposito discutir ideias a respeito de qualquer assunto. Não é um diário e nem um blog para ser levado tão a sério, é para divertir e levar a reflexão. Nem sempre as histórias ou relatos são autobiográficos. São apenas escritos desta anônima que gosta de inventar.
terça-feira, 9 de agosto de 2011
sexta-feira, 29 de julho de 2011
Nada?
Tínhamos um plano
não era má ideia
era um bom plano
éramos bons.
Éramos bons amantes das cores, das flores, do sol
Ríamos da chuva
zombávamos dos elefantes
Não nos motivava a dor
queríamos só alegrias...
Eu não entendo...
eu não entendia sobre filosofias, artes, magias
e não faltava nada
porque tudo que eu precisava eu já tinha
Simplesmente alma, calma, lama, cama, ama, ma, m...
não era má ideia
era um bom plano
éramos bons.
Éramos bons amantes das cores, das flores, do sol
Ríamos da chuva
zombávamos dos elefantes
Não nos motivava a dor
queríamos só alegrias...
Eu não entendo...
eu não entendia sobre filosofias, artes, magias
e não faltava nada
porque tudo que eu precisava eu já tinha
Simplesmente alma, calma, lama, cama, ama, ma, m...
"Pois esta é a verdade sobre a nossa alma (...) sobre o nosso eu, que habita, como um peixe, os mares profundos, e navega nas trevas buscando caminho entre as algas gigantes, atravessa espaços filtrados de sol e remergulha na escuridão gelada, abismal, imperscrutável: ei-lo que de súbito emerge à superfície e salta sobre as ondas crespas de vento; isto é, sente uma absoluta necessidade de contatos, de animar-se, de entrar em comunicação. (...) " (Mrs. Dalloway,Virginia Woolf)
sábado, 23 de abril de 2011
Os perdidos
Quando você voltar
De viagem desse outro mundo
Eu vou estar, no mesmo segundo
Partindo para algum lugar
Lugares desconhecidos
Não há como me encontrar
Não vou pro mar
Nem pro infinito
Eu vou...
Eu vou...
Escondo o meu tesouro de marfim
As pérolas que você roubou, perdi
O dourado da aliança era ruim
E eu perdi.
Não vou deixar migalhas de pão no caminho
E parece não fazer o menor sentido
Mas essa é a nossa vida
Os perdidos têm nome
Você tinha razão
Quando percebeu que era difícil me alcançar
Você não teve escolha
Representar já não tinha mais graça
Era hora dos aplausos e da cortina vermelha se fechar
E quem eu era ali?
E quem eu era?
E pra onde foi você?
Quem você era?
Nossos papéis, nossos avatares
Nossas máscaras
Nossas promessas...
Perdidas
Perdidos
De viagem desse outro mundo
Eu vou estar, no mesmo segundo
Partindo para algum lugar
Lugares desconhecidos
Não há como me encontrar
Não vou pro mar
Nem pro infinito
Eu vou...
Eu vou...
Escondo o meu tesouro de marfim
As pérolas que você roubou, perdi
O dourado da aliança era ruim
E eu perdi.
Não vou deixar migalhas de pão no caminho
E parece não fazer o menor sentido
Mas essa é a nossa vida
Os perdidos têm nome
Você tinha razão
Quando percebeu que era difícil me alcançar
Você não teve escolha
Representar já não tinha mais graça
Era hora dos aplausos e da cortina vermelha se fechar
E quem eu era ali?
E quem eu era?
E pra onde foi você?
Quem você era?
Nossos papéis, nossos avatares
Nossas máscaras
Nossas promessas...
Perdidas
Perdidos
domingo, 3 de abril de 2011
Eu e minha ansiedade
Fui uma criança ansiosa: roía as unhas, mexia no cabelo, comia chocolates, tudo para amenizar essa inquietação que eu nem sabia o que era. Fui uma adolescente ansiosa: roía as unhas, mexia no cabelo, comia chocolates. E continuo uma pós-adolescente ansiosa.
Não fico mais roendo os cantinhos das minhas unhas, mas continuo louca por doces e novos vícios: internet, estudar e trabalhar.Twittar minhas alegrias e frustrações, conversar no facebook, descobrir outros mundos no blogspot. Comunicar,estudar e trabalhar viraram remédio para minha ansiedade. Resultado 1: estou sempre lutando contra o ócio. Logo eu que sempre gostei de tirar um cochilo depois do almoço nos finais de semana, eu que sentia prazer em assistir um filme comendo brigadeiro na panela, eu que sempre curti ficar em silêncio de olhos abertos no escuro antes de dormir, um hábito que era quase um mantra para relaxar e sonhar.
Agora não consigo ficar sem fazer nada. É como se o nada ocupasse um espaço ou um tempo precioso demais para ser perdido, e isso significa também que não tenho permitido minha mente ficar no offline. Estou a todo vapor! Resultado 2: minha imunidade está lá embaixo. Culpa desse mundo pós-moderno, em que temos vários perfis e estamos em dezenas de lugares exercendo muitos papéis ao mesmo tempo? Ou será que nos desdobramos em diversas personas para preencher o vazio que essa pós modernidade nos deixou?
Como todo mundo tem orgulho de dizer que está sempre muitíssimo ocupado, não tem sobrado muito tempo para o (s) outro (s): o outro 1- o nosso eu (estamos sem tempo para refletir sobre nós mesmos) e o outro2 - a família, os amigos, o vizinho. A desculpa: " mas nós conversamos pela internet...". Nem se compara uma conversa pela internet ou telefone,com o contato pessoal: olho no olho, o toque, a troca de palavras e risadas, as interrupções durante a conversa, a velha e simples conversa de amigo mais um cafezinho. Ter tempo para amar...
Embora nunca tenha vivido numa época e num lugar onde as pessoas sentam nas cadeiras de suas varandas à tardinha, e bordam, e pintam,e conversam, e visitam seus amigos em suas casas, sinto que estamos cada vez mais distantes e insensíveis ao sentimento alheio.
E é na loucura do dia-a-dia e das redes sociais que vamos nos afundando de obrigações e atividades, compulsivamente, deixando sempre para depois o contato próximo e profundo com o nosso eu e com o outro.Resultado 3: Solidão.
Agora, depois de ter finalmente acabado esse texto, acho que vou fazer um lanchinho e outras coisas que ficaram pendentes para terminar esse final de semana. É impossível parar.
Não fico mais roendo os cantinhos das minhas unhas, mas continuo louca por doces e novos vícios: internet, estudar e trabalhar.Twittar minhas alegrias e frustrações, conversar no facebook, descobrir outros mundos no blogspot. Comunicar,estudar e trabalhar viraram remédio para minha ansiedade. Resultado 1: estou sempre lutando contra o ócio. Logo eu que sempre gostei de tirar um cochilo depois do almoço nos finais de semana, eu que sentia prazer em assistir um filme comendo brigadeiro na panela, eu que sempre curti ficar em silêncio de olhos abertos no escuro antes de dormir, um hábito que era quase um mantra para relaxar e sonhar.
Agora não consigo ficar sem fazer nada. É como se o nada ocupasse um espaço ou um tempo precioso demais para ser perdido, e isso significa também que não tenho permitido minha mente ficar no offline. Estou a todo vapor! Resultado 2: minha imunidade está lá embaixo. Culpa desse mundo pós-moderno, em que temos vários perfis e estamos em dezenas de lugares exercendo muitos papéis ao mesmo tempo? Ou será que nos desdobramos em diversas personas para preencher o vazio que essa pós modernidade nos deixou?
Como todo mundo tem orgulho de dizer que está sempre muitíssimo ocupado, não tem sobrado muito tempo para o (s) outro (s): o outro 1- o nosso eu (estamos sem tempo para refletir sobre nós mesmos) e o outro2 - a família, os amigos, o vizinho. A desculpa: " mas nós conversamos pela internet...". Nem se compara uma conversa pela internet ou telefone,com o contato pessoal: olho no olho, o toque, a troca de palavras e risadas, as interrupções durante a conversa, a velha e simples conversa de amigo mais um cafezinho. Ter tempo para amar...
Embora nunca tenha vivido numa época e num lugar onde as pessoas sentam nas cadeiras de suas varandas à tardinha, e bordam, e pintam,e conversam, e visitam seus amigos em suas casas, sinto que estamos cada vez mais distantes e insensíveis ao sentimento alheio.
E é na loucura do dia-a-dia e das redes sociais que vamos nos afundando de obrigações e atividades, compulsivamente, deixando sempre para depois o contato próximo e profundo com o nosso eu e com o outro.Resultado 3: Solidão.
Agora, depois de ter finalmente acabado esse texto, acho que vou fazer um lanchinho e outras coisas que ficaram pendentes para terminar esse final de semana. É impossível parar.
segunda-feira, 21 de março de 2011
terça-feira, 15 de março de 2011
Espelho, espelho meu...quem é mais bonita do que eu?
Vivemos na era da academia, do corpão malhado, da bunda perfeita. Vivemos na era do cabelo chapado, do botox, da escova progressiva e do peeling. São tantas maneiras de se tornar mais "bonita" e atingir o tão sonhado padrão de beleza atual, que a mulher que deixa o cabelo cacheado ou tem uma gordurinha passou a ser "descuidada". Literalmente, está à margem!
Mulher "bonita" é a que vive de dieta, cabelo super liso, lipoaspirada e com uma pele de bebê! Impressiona aquela que passa horas no cabelereiro, na esteticista, se enfeitando, se amando... Endeusando-se! Como ela parece ter bebido da fonte da felicidade!
Não sou contra a vaidade, e nem contra os salões de beleza. Ao contrário, adoro me arrumar, me sentir mais feminina. O problema é que a nossa sociedade tornou a beleza perfeita um caminho para felicidade e para o sucesso. Ser natural e ter algumas imperfeições já não é mais interessante, é sinal de que há alguma coisa de errado na cabeça da pobre coitada ou de que ela não tem espelho em casa. Estaremos sempre em dívida com nosso corpo e com a sociedade, enquanto continuarmos a tentar ser uma Angelina Jolie ou uma Gisele da vida.
Cuidar de si mesma é essencial, mas tornar esse cuidado externo uma razão para viver é doentio! Mais do que ser linda e sarada, o que mais vale na vida são os momentos especiais e as experiências que compartilhamos com as pessoas que amamos. Um bom papo, um sorrisão no rosto e paixão pela vida rejuvenescem e contagiam a todos que estão a nossa volta. E isso não depende nem do cabelereiro e nem da maquiagem. Só depende de você!
Mulher "bonita" é a que vive de dieta, cabelo super liso, lipoaspirada e com uma pele de bebê! Impressiona aquela que passa horas no cabelereiro, na esteticista, se enfeitando, se amando... Endeusando-se! Como ela parece ter bebido da fonte da felicidade!
Não sou contra a vaidade, e nem contra os salões de beleza. Ao contrário, adoro me arrumar, me sentir mais feminina. O problema é que a nossa sociedade tornou a beleza perfeita um caminho para felicidade e para o sucesso. Ser natural e ter algumas imperfeições já não é mais interessante, é sinal de que há alguma coisa de errado na cabeça da pobre coitada ou de que ela não tem espelho em casa. Estaremos sempre em dívida com nosso corpo e com a sociedade, enquanto continuarmos a tentar ser uma Angelina Jolie ou uma Gisele da vida.
Cuidar de si mesma é essencial, mas tornar esse cuidado externo uma razão para viver é doentio! Mais do que ser linda e sarada, o que mais vale na vida são os momentos especiais e as experiências que compartilhamos com as pessoas que amamos. Um bom papo, um sorrisão no rosto e paixão pela vida rejuvenescem e contagiam a todos que estão a nossa volta. E isso não depende nem do cabelereiro e nem da maquiagem. Só depende de você!
quinta-feira, 10 de março de 2011
Desejos e anseios
Assistir ao pôr do sol, no alto de uma colina...
Ir para um lugar completamente desconhecido por mim...
Sair sem destino, sem malas, sem dia para voltar...
Ficar três dias sem falar com ninguém
sem telefone, sem internet...
sem luz.
Esquecer...
adormecer...
sonhar...
florescer...
Ir para um lugar completamente desconhecido por mim...
Sair sem destino, sem malas, sem dia para voltar...
Ficar três dias sem falar com ninguém
sem telefone, sem internet...
sem luz.
Esquecer...
adormecer...
sonhar...
florescer...
quarta-feira, 9 de março de 2011
domingo, 6 de março de 2011
Eet
"It's like forgetting the words to your favorite song
You can't believe it
You were always singing along
It was so easy and the words so sweet
You can't remember
You try to feel the beat..."
domingo, 27 de fevereiro de 2011
Morre escritor Moacyr Scliar
Morreu neste domingo (27) o escritor e colunista da Folha Moacyr Sclyar, 73. A morte ocorreu à 1h. Segundo o Hospital das Clínicas de Porto Alegre, onde ele estava internado, Scliar teve falência múltipla dos órgãos. O escritor sofreu um AVC (acidente vascular cerebral) isquêmico no dia 17 de janeiro. Ele já estava internado para a retirada de pólipos (tumores benignos) no intestino.
Membro da ABL, Academia Brasileira de Letras, Scliar tinha mais de setenta obras publicadas, como A mulher que escreveu a Bíblia, Manual da paixão solitária e A majestade do Xingu.
fonte: http://www.folha.com.br/
Membro da ABL, Academia Brasileira de Letras, Scliar tinha mais de setenta obras publicadas, como A mulher que escreveu a Bíblia, Manual da paixão solitária e A majestade do Xingu.
fonte: http://www.folha.com.br/
domingo, 20 de fevereiro de 2011
Dramas de uma (quase) adulta...
filme Grande menina, pequena mulher
Esse ano faço 23 anos. Pesou. 23 anos caiu na minha cabeça como uma pedra de granizo durante uma tempestade de verão.Parece patética essa minha sensação de que estou com algumas rugas, mais gorda e com uma dificuldade absurda em emagracer, cansada e, numa ansiedade incontrolável diante do novo. E amanhã? Como vai ser? O que vai acontecer? O que vai mudar? O que eu vou fazer para mudar? Como eu vou fazer? Será que estou no caminho certo? Será que se não der certo vou saber como recomeçar? Uma infinitude de perguntas semelhantes àquela fase da infância em que temos milhões de por quês e nenhuma resposta satisfatória.
Existem inúmeras receitas e manuais de como sobreviver a vida adulta e o que fazer para ser um "adulto" de verdade,entretanto essas receitinhas não ajudam em nada até você se deparar com os acontecimentos reais. Só aprendemos a controlar nossos gastos quando percebemos que estamos comprando mais do que nosso salário permite, só aprendemos a cuidar de nossa alimentação e saúde quando passamos uma tarde inteira passando mal depois de horas sem comer e depois devorar três pedaços de pizza, chocolate e coca-cola, só aprendemos a caminhar sozinhos depois de tentar se apoiar nos sonhos dos outros e descobrir, desastrosamente, que aqueles sonhos não são o bastante para nossa felicidade. São os sonhos de outras pessoas.
Talvez eu esteja exagerando com essa minha mania ( desde os 10 anos) de querer registrar tudo, cada vitória e fracasso, planejar passo a passo meus objetivos, mas o que tem me pegado desprevinida é essa loucura de pensar e fazer trilhões de coisas ao mesmo tempo, de querer construir minha vida com estruturas de aço e começar a sair do ninho. Sim, sair do ninho. Mas faltam asas? Maturidade? Coragem? Segurança?
Era mais fácil quando eu brincava de boneca e imaginava uma casa rosa, um guarda-roupa gigante com roupas caras, um apartamento cheio de amigas e muita festa, um garoto bonitinho implorando para eu amá-lo um pouquinho, ... era mais fácil quando o que eu precisava era só ter imaginação e pronto: eis a minha vida de garotinha!
E agora, como é ser mulher?
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
Saltar...
Existe uma hora que você descobre que tem de se reinventar. Explorar terras desconhecidas, olhar para a outra margem. Saltar de paraquedas!
Há quem não suporte o medo e a adrenalina diante de "novas emoções" e desafios, mas ao contrário do que possa parecer,são essas emoções que nos motivam a buscar caminhos diferentes e mudanças significativas. Quando tudo a nossa volta parece um grande 'tédio', é tempo de descobrir o que está faltando para dar o grnade salto. Diante da encruzilhada, temos de decidir para que lado iremos.É impossível tentar controlar a todos e aos acontecimentos que nos norteiam. Enquanto ficamos nos esforçando para atingir a perfeição, perdemos a beleza da espontaneidade. Que palavra luminosa: espontaneidade.
Perdoem-me aqueles que só acreditam na razão dos fatos, mas como é belo sermos surpreendidos e assistir a novas janelas abertas, expandindo nosso horizonte. Sair da zona de conforto é doloroso porque temos de reavaliar-nos, fazer redescobertas, livrar-nos de preconceitos e, por fim, recriar-nos. Para recriar-nos é necessário o silêncio, o contato direto com o que é "misterioso", ouvir a voz da alma: o secreto, o místico, o intocável.
Resta-me a vontade imorredoura de saltar de paraquedas, e como se a vida tivesse parado por um inexato segundo e agora me dado uma página em branco, sinto a mais estranha e feliz necessidade de também parar e escrever. Escrever-apagar-escrever...até cansar. Depois, o repouso. Até sentir novamente o desespero de ter de recomeçar. E viver.
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