Sobre as coisas que eu não falo



Este espaço é livre, tendo como próposito discutir ideias a respeito de qualquer assunto. Não é um diário e nem um blog para ser levado tão a sério, é para divertir e levar a reflexão. Nem sempre as histórias ou relatos são autobiográficos. São apenas escritos desta anônima que gosta de inventar.


domingo, 20 de fevereiro de 2011

Dramas de uma (quase) adulta...

filme Grande menina, pequena mulher
  
Esse ano faço 23 anos. Pesou. 23 anos caiu na minha cabeça como uma pedra de granizo durante uma tempestade de verão.Parece patética essa minha sensação de que estou com algumas rugas, mais gorda e com uma dificuldade absurda em emagracer, cansada e, numa ansiedade incontrolável diante do novo. E amanhã? Como vai ser? O que vai acontecer? O que vai mudar? O que eu vou fazer para mudar? Como eu vou fazer? Será que estou no caminho certo? Será que se não der certo vou saber como recomeçar? Uma infinitude de perguntas semelhantes àquela fase da infância em que temos milhões de por quês e nenhuma resposta satisfatória.

 Existem inúmeras receitas e manuais de como sobreviver a vida adulta e o que fazer para ser um "adulto" de verdade,entretanto essas receitinhas não ajudam em nada até você se deparar com  os acontecimentos reais. Só aprendemos a controlar nossos gastos quando percebemos que estamos comprando mais do que nosso salário permite, só aprendemos a cuidar de nossa alimentação e saúde quando passamos uma tarde inteira passando mal depois de horas sem comer e depois devorar três pedaços de pizza, chocolate e coca-cola, só aprendemos a caminhar sozinhos depois de tentar se apoiar nos sonhos dos outros e descobrir, desastrosamente, que aqueles sonhos não são o bastante para nossa felicidade. São os sonhos de outras pessoas.

Talvez eu esteja exagerando com essa minha mania ( desde os 10 anos) de querer registrar tudo, cada vitória e fracasso, planejar passo a passo meus objetivos, mas o que tem me pegado desprevinida é essa loucura de pensar e fazer trilhões de coisas ao mesmo tempo, de querer construir minha vida com estruturas de aço e começar a sair do ninho. Sim, sair do ninho. Mas faltam asas? Maturidade? Coragem? Segurança?

Era mais fácil quando eu brincava de boneca e imaginava uma casa rosa, um guarda-roupa gigante com roupas caras, um apartamento cheio de amigas e muita festa, um garoto bonitinho implorando para eu amá-lo um pouquinho, ... era mais fácil quando o que eu precisava era só ter imaginação e pronto: eis a minha vida de garotinha!

E agora, como é  ser mulher?

7 comentários:

  1. O que mata é o quase!

    adorei o post! :D todas passamos por isso!

    sucesso!
    bjos

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  2. Oi Jenny! O "quase" é angustiante, sem dúvida.

    Obrigada pela visita, venha sempre que quiser e deixe seu comentário.

    beijos

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  3. Este comentário foi removido pelo autor.

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  4. Carolinda!
    Esta demais esse post, tem muito do que se passa com toda mulher.
    É mesmo angústiante o quase, principalmente em dias em que "o quase" demora muito mais tempo para passar. Enquando a umas décadas atrás com essa idade já teriamos uns 3 filhos, hj é normal primeiro correr atrás de objetivos pessoais, a família fica para depois.
    Eu sinto essa angústia, mas não tenho pressa, tudo tem seu tempo.
    Beijos enormes.

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  5. Morri de rir com "essa idade já teríamos uns 3 filhos"! rs. Três é muito, amiga. No máximo, um filho. rsrs

    Realmente, hoje colocamos outros objetivos em primeiro plano, como a carreira e o amadurecimento pessoal, mas existem algumas mulheres jovens que estão voltando com valores de outras décadas, como o casamento aos 20 e poucos e filhos. Será que sentimos culpa por sermos tão modernas e independentes? Bom, isso pode ser outro tema para um próximo post.

    Beijos

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  6. "A vida que me ensinaram como uma vida normal
    tinha trabalho, dinheiro, familia, filhos e tal ...
    era tudo tão perfeito, se tudo fosse só isso!
    Mas isso é menos do que tudo, é menos do que eu preciso..."

    O que nos mata é a incerteza do futuro!
    Mas vamos viver cada dia de uma vez amigaaa!
    Grande Bju

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  7. Amiga, que bom que anda visitando o meu espaço!!! É verdade, diante de tantas ansiedades e dilemas, melhor viver um dia de cada vez.

    beijos
    Volte sempre!!!

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