Sobre as coisas que eu não falo



Este espaço é livre, tendo como próposito discutir ideias a respeito de qualquer assunto. Não é um diário e nem um blog para ser levado tão a sério, é para divertir e levar a reflexão. Nem sempre as histórias ou relatos são autobiográficos. São apenas escritos desta anônima que gosta de inventar.


sábado, 24 de julho de 2010

O direito de não saber

              Vivemos na era da informação em que é de suma relevância estar atualizado sobre os acontecimentos mundiais e discuti-los , seja com a família , no trabalho ou na internet.Não há como negar que o acúmulo e a propagação de notícias e informação só forma possíveis devido ao avanço tecnológico na área da comunicação.
              Descobrimos fatos ocorridos praticamente em tempo real, algumas vezes, sem nem mesmo os tendo procurado. Algumas notícias não nos importunam, umas despertam curiosidades, outras nos ofendem, ferem nosso estado de humanidade.
              Os meios de comunicação atuais obrigam-nos a saber o insucesso de um político "famoso", o desaparecimento de uma jovem, o último assassinato mais chocante e horripilante. Temos a necessidade e o direito de realmente conhecermos,e tão profundamente, tantas barbáriese crimes hediondos? Até certo ponto a informação presta seu serviço com perspicácia, mas há também em alguns jornais, progamas de televisão e sites, o mau uso da comunicação diante da perda, da tristeza e da esperança do outro.A dor é transformada em dinheiro e mercado.
            Não permito assistir ou ler sobre uma tragédia ou um crime mais de duas vezes. Tenho direito de ainda acreditar numa maioria que ainda conhece e age com valores e respeito ao próximo. A injustiça social e crimes animalescos não podem ser explorados de tantas e tantas maneiras a ponto de não mais sensibilizar seu "interlocutor", que de tanto ser atingindo por um universo de informação " grosseira", pode passar a achar comum e banal tantas notícias ruins acerca dos homens.
           Infelizmente, à notícia sensacionalista só importa a desgraça, a estupidez, um fracasso humano. Diante dessas coisas, prefiro sonhar.

4 comentários:

  1. Amei, estava pensando em escrever um texto tbm sobre isso, mas como sou preguiçosa, postei uma noticia boa, pq to enjoada de noticias ruins.

    Há um site que, em contrapartida, só publica noticias boas, de ações e pessoas que tornam o mundo melhor.

    Fica a dica. Quem quiser dar uma olhada:
    http://365diasqueacalmaramomundo.zip.net/index.html

    bjos Carolinda!

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  2. Olá, amiga! Escrevi esse texto tentando desabafar um pouco diante do excesso de "informação monstruosa".

    Graças a Deus existem pessoas assim, positivas e que não ficam só falando e reclamando, mas trabalham e fazem a sua parte com ser humano.Adoro gente que é gente de verdade!

    beijos

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  3. Olá Carol!! Tudo bem?
    Concordo plenamente com tudo o que disse. É incrível como é explícito que a imprensa sensacionalista ama quando há barbáries e crimes hediondos. É triste, mas é verdade.
    Há pouquíssimos dias, só ouvíamos o caso da advogada Mércia (e sabemos seu nome como se fosse uma amiga), de repente, explode o caso do goleiro Bruno. Mal falavam da moça, agora era goleiro pra cá e pra lá.
    Devem ter pensado: "que pena, ele poderia ter esperado explorarmos mais o outro caso..."
    É triste e é parte do mundo que vivemos. Temos que focar no lado bom, senão viver vira um martírio.
    Muito obrigado pela visita no meu blog! Já estou te seguindo também. ;)

    Grande abraço!

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  4. Olá, Wolber! Muito obrigada pela visita, muito bem vinda por aqui.

    Incomoda, e muito, ligar a tv ou abrir um jornal e dar de cara, em plena manhã de sol, com notícias tão ruins. Mas, como você disse, faz parte da sociedade onde vivemos.

    Passe sempre que puder por aqui e sinta-se em "casa" para se expressar!

    Abraços!

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