Hoje o mar está de ressaca
e eu não me atrevo a me aproximar
as ondas, espumas brancas;
com toda sua beleza e arrogância,
afundam minha coragem, meu êxito
e eu não me atrevo a me aproximar.
Ele está raivoso, mas é atraente.
A cor suave para os olhos...
mas quem se atreve a se atirar?
No clarão de uma manhã de verão
ninguém tenta se esquivar
e logo se atreve a se atirar.
O mar está de ressaca
as ondas, com ódio, arrancam os pés da areia
e os levam para suas profundezas
sem volta, e sem nenhuma esperança.
Quem se preparou para o adeus?
Quem fez a última confissão?
Ninguém se perdoou, só arriscou
entre elas, sem nenhum pensar,
decidiu, e atirou-se.
Silêncio.
Caminhando pela praia, ainda quase madrugada,
encontrei o que restou,
na calmaria crepuscular.
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