Sobre as coisas que eu não falo



Este espaço é livre, tendo como próposito discutir ideias a respeito de qualquer assunto. Não é um diário e nem um blog para ser levado tão a sério, é para divertir e levar a reflexão. Nem sempre as histórias ou relatos são autobiográficos. São apenas escritos desta anônima que gosta de inventar.


terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Reconciliações: parte I



Quero voltar a escrever. A escrever aqui. Hoje é o segundo dia de 2013, um novo ano!!! O velho clichê: tempo de recomeçar, renovar as esperanças...é tempo de realizações! Avaliar o que não deu certo e tentar fazer diferente. E para começar, quero voltar a escrever. Não, eu não sou uma escritora importante, não tenho nada publicado oficialmente, não sou nenhuma famosa. E sim, sou mais uma anônima que, quando entediada com o seu tempo ocioso, aprecia olhar a página em branco e tirar de dentro aquilo que só ganha algum sentido no papel.

Definitivamente, o blog ganhará uma nova cara, porque, afinal, quando comecei a escrever aqui, eu era novinha (quanto tempo faz... final de 2009...), estava recém chegada no mundo adulto e ainda iniciando a faculdade da vida. Certo, fiquei um tempo sem deixar pistas por aqui, mas é que pra mim escrever no blog tem que ser momento de prazer profundo, íntimo, que pode até não rancar uma gargalhada, mas ganhará suspiros de satisfação. Escrever exige. Exige tempo, ideias, histórias e silêncio também. Acredito que só está bem consigo mesmo quem consegue ouvir a sua própria  voz, a voz que surge  de algum lugar oculto e que acalma, que torna possível concentrar-nos em uma leitura, em escutar o canto dos pássaros,  ou qualquer outra coisa que nos faça sentir uma paz. Se você consegue ficar em silêncio diante de um mundo tão barulhento em que todos têm algo a dizer , provavelmente você está bem e com uma mente saudável!

Eu estava em berros! Tudo ruía: o cochicho, a água dentro do copo, a brisa na minha janela, o andar do meu cachorro, o fio de cabelo partindo depois de escovado...como tudo estava tão barulhento! Mas quem estava produzindo mais ruídos e sendo mais incômoda era eu. Eu  era a culpada. Mas quanta piedade, ora! rs. Não era piedade que eu precisava, era apenas do silêncio. Tudo precisava ficar quieto.

E por incrível que pareça, o silêncio não surge quando você quer, ele simplesmente surge, de repente.
Eu mesma já testemunhei o mar muito agitado, com ondas gigantescas, e com o passar das horas, se acalma, como dizem,  fica "colado".

Comigo foi assim.

As  ondas acalmaram. Estão menores, mais seguras. E veio o silêncio.

Reconciliei-me. Fiz as pazes mas  não sei se posso afirmar que o mar estará uma eterna calmaria, mas posso dizer que já é possível navegá-lo com segurança.
 
 
 

2 comentários:

  1. Muito bom amiga!!! Não sabia que além de excelente professora era uma grande escritora. Que bom, e inspirador, lembrar que todos os dia são dias de recomeço... que o seu recomeço seja tão maravilhoso quanto esses versos que você nos deu aqui... um beijo! Excelente novo ano! Dani Marins

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    1. Obrigada, Dani! ( exagerou um pouco né amigarsrs) Que prazer tê-la por aqui!!! Recomeçar é necessário! Sempre!

      Venha aqui sempre que quiser!!!

      Feliz ano novo!!! Beijos

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