Não me interessam as formas simétricas
Não me interessam os finais felizes
Eles não me despertam
Eles não me acordam
Eles não me fazem sair do lugar.
Mas, o suspense que antecede a descoberta;
o copo cheio depois de ter estado vazio;
o suor das mãos que surge e desliza lentamente;
o sorriso que esconde a tristeza;
o corpo que não é só músculos
mas que também guarda história;
e também a onda que forma,
na sua violência,
e que estoura na beira, na pedra
com suas espumas deslizantes e breves
que levam musgos, conchas e areias
A água que desce da montanha
velozmente
cristalina, fria
e que de tanto passar por ali
vai esculpindo formas
nas rochas que encontra.
A borra que ficou na taça de vinho
A palavra que não saiu no fim da discussão
As dúvidas que surgiram diante de uma certeza.
O silêncio que veio depois de um grito.
São essas invonluntariedades que deixam a vida
mais boba, mais bonita, mais curta, mais doida
mais nossa...
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