Sobre as coisas que eu não falo



Este espaço é livre, tendo como próposito discutir ideias a respeito de qualquer assunto. Não é um diário e nem um blog para ser levado tão a sério, é para divertir e levar a reflexão. Nem sempre as histórias ou relatos são autobiográficos. São apenas escritos desta anônima que gosta de inventar.


segunda-feira, 22 de março de 2010

Inimiga, amiga



De uns tempos para cá, não sou contra a solidão. Quando era adolescente, a odiava. Era minha maior inimiga, não a entendia e achava que eu era azarenta por tê-la comigo quase que constantemente. Pensava que quando eu estava triste, ela era a culpada, quando eu ficava sozinha em um sábado, ela era minha maldição eterna, quando eu sentia um nó imenso na garganta, olhava para ela ao meu lado e a via vestida , toda poderosa, em um vestido longo e preto.
Hoje a solidão tornou-se minha amiga, daquelas que estão sempre por perto mas que também sabem a hora de ir embora. Com ela aprendi que há momentos em que é necessário calar-se, ouvir somente a própria voz e refletir sob a sombra da vida para que haja constante mudança e aprendizado. Através dela aprendi a gostar mais de mim e a aceitar que a vida é um conjunto de momentos surpreendentemente bons e ruins. É verdade que quando ela reaparece, volta um pouco mais fria e mais silenciosa, mas não me assusto mais. Aproveito ao máximo sua visita. Quando já me sinto renovada e sem conflitos, ela parte, deixando apenas um até mais. Não expresso emoção nenhuma, apenas a respondo:
- Até.

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