Assiti semana passada ao filme "Alice no país das maravilhas" e simplesmente a-do-rei! Inicialmente devido ao cenário fantástico e um pouco gótico, que faz qualquer um viajar nas roupas, maquiagem, paisagens...um mundo novo. Enquanto eu vibrava com todo aquele cenário que tece a narrativa, me deparei com a própria narrativa., a história da Alice e suas ações diante daquele mundo maravilhoso. Um mundo em que se pode ser pequena e grande, onde coelhos cozinham, falam e ainda, podem ser loucos, uma rainha age puramente por egoísmo, e seus sentimentos passionais... um mundo que, assim como o que chamamos de "real", tem sua face boa e ruim, e que precisa de um herói para se tornar uma terra mais justa e feliz.
Dessa vez, o herói é a heroína, Alice, uma jovem que foge ao ter de tomar uma decisão que mudaria a sua vida e a vida de sua família. Não muito diferente, no mundo das maravilhas Alice terá de tomar uma nova decisão que poderá salvar a vida dos habitantes do mundo subterraneo e a sua própria. Não vou contar todo o filme para aqueles que desejam assistí-lo, o que eu fiquei me perguntando ao sair do cinema é por que assim como a heróina de Carrols, nós, mulheres, temos medo de tomar decisões importantes diante do estranho, ou de algum fato que põe toda ordem do nosso cotidiano em questionamento?
Típico da mulher que tem medo da mudança e de ser heróina da sua própria história. Essa mulher sonha com um mundo menos desigual, menos machista, menos intolerante. Pura verdade é que apesar das mulheres terem alcançado um papel ativo na sociedade, a mulher (falo em especial da mulher brasileira) ainda se encontra em um patamar abaixo do homem. Sem falar, que principalmente a mulher brasileira ainda sofre abusos (de todas as espécies, não só físico, como psicológico) por parte de homens que acreditam estar cumprindo seus respectivos "papéis". Às inúmeras Alices que estão por aí digo que só há uma saída para nós, mulheres: matar o dragão e beber do seu sangue.
O maior dragão é a nossa própria vontade, essa vontade de ser sempre maior, ter sempre mais, sentir sempre mais. Temos que lutar contra ela utilizando da ética, do senso de bondade e da caridade.
ResponderExcluirUtilizando a caridade pra nos identificar-mos com a dor alheia e perceber que a vida não é assim tão má.
Descobrir a alegria que há em ser triste.
Muitas vezes somos inimigas de nós mesmas, numa luta incessante e desgatante. É preciso coragem e presistência para viver de forma autêntica.
ResponderExcluirComo uma amiga minha me disse uma vez, é necessário enfrentar nossos medos, muitas vezes imaginamos um monstro enorme por medo do desconhecido, e deixamos de agir.
ResponderExcluirAmiga, eu escrevi esse comentário baseada nesta leitura: http://vidasimples.abril.com.br/edicoes/090/mente_aberta/conteudo_537799.shtml.
ResponderExcluirDá uma lidinha, é mto interessante, e eu sou suspeita p falar pq eu amo filosofia!
Bjo